NA ROTA DOS ARQUEÓLOGOS DA AMAZÔNIA, 13 MIL ANOS DE SELVA HABITADA
Depois de muito viajar atrás desses maravilhosos exploradores do século XXI, finalmente vai sair meu novo livro, a ser lançado no XVIII Congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira, a SAB, em setembro de 2015, em Goiânia! Junto com o livro, será também a estreia do novo documentário de Miguel Viveiros de Castro, MUNDURUKÂNIA, NA BEIRA DA HISTÓRIA, com a DVD encartado no livro. É a emocionante aventura de beiradeiros e índios Munduruku, habitantes do Alto e Médio Tapajós, ameaçados pela pretendida construção de um enorme complexo hidrelétrico que irá transformar o rio numa sucessão de lagos e terras inundadas... O que os arqueólogos têm a ver com isso? Toda a região é de importantes sítios arqueológicos ainda pouco estudados, e muitos profissionais questionam que possam se envolver no licenciamento dessas obras que não querem saber dos habitantes a serem removidos. Aí no mapa estão as rotas de minhas várias viagens, de 2009 a 2014, por todos os lugares onde descobri arqueólogos trabalhando. A foto no barco é no rio Trombetas, perto da fronteira dos estados do Pará e do Amazonas, onde se descobriu terra preta no interflúvio e indícios que permitiram estabelecer uma antiga tradição cerâmica, a Pocó-Açutuba, com vestígios ao longo de toda a calha do rio Amazonas e que estaria relacionada a populações de fala Arawak. É muita novidade acontecendo agora, enquanto os arqueólogos estão trabalhando, mudou completamente o que se pensava sobre a Amazônia!
